Erros Comuns em Projetos de Escadas Pressurizadas (E Como Evitá-los)

Erros Comuns em Projetos de Escadas Pressurizadas (E Como Evitá-los)

🔥 Erros Comuns em Projetos de Escadas Pressurizadas (E Como Evitá-los)

📌 Foco: Apontar falhas recorrentes em projetos e instalações (excesso de pressão, ausência de registros, dutos mal dimensionados, acionamento manual mal posicionado, etc.) e como seguir corretamente os itens da IT-13/2025.


Excesso de Pressão na Escada: Perigo Silencioso

Um erro recorrente é o superdimensionamento da pressão no interior da caixa de escadas. Muitos projetistas acreditam que quanto mais pressão, melhor a segurança, mas isso é um engano perigoso. Quando a pressão excede os 60 Pa permitidos pela IT-13/2025, os usuários podem ter dificuldades para abrir as portas corta-fogo durante a evacuação.

A norma estabelece que a pressão positiva deve estar entre 50 Pa (com todas as portas fechadas) e 12,5 Pa (com uma porta aberta). Esses parâmetros garantem que o ar mantenha a fumaça do lado de fora sem dificultar a saída das pessoas. Pressões muito altas podem até impedir a evacuação, o que compromete todo o sistema.

Portanto, o ideal é utilizar sensores de pressão em todos os andares e realizar comissionamento completo do sistema, ajustando a vazão conforme os testes práticos no local. A instalação de registros de alívio bem dimensionados também é fundamental para manter o equilíbrio do sistema.


Dutos Mal Dimensionados ou Mal Posicionados

Outro erro comum é o dimensionamento incorreto dos dutos de insuflação. Quando o diâmetro dos dutos não é adequado ao fluxo de ar exigido, ocorrem perdas de carga, reduzindo a eficiência da pressurização. Isso afeta diretamente a capacidade do sistema de manter a pressão positiva constante.

Além disso, a posição dos pontos de insuflação deve respeitar as orientações da IT-13/2025. Instalar insufladores em locais que bloqueiam a passagem ou em alturas incorretas pode comprometer a circulação do ar e gerar turbulências ou zonas mortas dentro da escada.

É necessário prever isolamento térmico e acústico dos dutos, especialmente em ambientes climatizados, e sempre seguir os parâmetros de cálculo conforme a altura do prédio e o número de pavimentos.


Ausência ou Posição Incorreta do Acionamento Manual

A IT-13/2025 exige que cada escada tenha pelo menos um ponto de acionamento manual instalado em local acessível, geralmente no pavimento térreo. Um erro frequente é posicionar esse botão em locais pouco visíveis, mal sinalizados ou em áreas de difícil acesso durante uma emergência.

Em muitos casos, o botão de acionamento fica atrás de móveis ou portas, o que atrasaria o início da pressurização e poderia colocar em risco a evacuação dos ocupantes. A falha de acionamento é uma das principais causas de reprovação em vistorias do Corpo de Bombeiros.

A recomendação é instalar o acionamento próximo à porta de entrada da escada, com sinalização luminosa e textual adequada, conforme as exigências da NBR 17240.


Falta de Registro Corta-Fogo e Dispositivos de Vedação

Muitos sistemas esquecem de incluir dampers corta-fogo ou registros de vedação nos dutos de ar. Esses elementos são obrigatórios quando os dutos atravessam paredes corta-fogo ou compartimentos que exigem estanqueidade. Sem esse cuidado, o próprio sistema de pressurização pode se tornar uma via de propagação de fogo e fumaça.

A IT-13/2025 é clara quanto à necessidade de vedação em pontos de passagem, especialmente quando há interligação com ambientes como casas de máquinas ou corredores de acesso. A ausência desses dispositivos é uma falha crítica que leva ao indeferimento do projeto ou da vistoria.

Sempre que for projetado um duto, deve-se prever selagens corta-fogo, e os produtos utilizados devem ter certificação de resistência mínima de 1 hora ao fogo.


Falhas na Integração com o Sistema de Alarme

Outro ponto sensível em projetos é a integração incompleta do sistema de pressurização com o sistema de alarme e detecção de incêndio. A norma exige que o acionamento automático da pressurização esteja vinculado à detecção de fumaça nos pavimentos.

Entretanto, muitos projetos ignoram essa exigência e tratam os sistemas como módulos isolados. Isso faz com que a pressurização não seja ativada automaticamente no início do incêndio, gerando riscos graves de comprometimento da rota de fuga.

O ideal é que o projeto elétrico e de automação preveja a comunicação entre os sistemas, com acionamento sincronizado, sinalização visual/sonora e backup de energia garantido. Além disso, os sensores devem ser testados periodicamente.


Falta de Comissionamento e Testes Operacionais

Mesmo que o projeto esteja correto no papel, o sistema pode falhar se não passar por testes práticos de comissionamento. Muitos profissionais pulam essa etapa ou a executam de forma superficial, comprometendo a segurança dos ocupantes.

A IT-13/2025 exige testes de pressão com todas as portas fechadas e com uma porta aberta. Também deve ser testada a perda de carga em dutos, o tempo de resposta do ventilador, o funcionamento da chave de acionamento e a resposta do sistema de alarme.

Registrar esses testes em laudos técnicos com medições, fotos e assinaturas do responsável técnico é essencial para aprovação do AVCB. Essa etapa deve ser tratada com a mesma seriedade que o dimensionamento inicial.


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